major eléctrico


quarta-feira, março 29, 2006
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How To Survive A Robot Uprising



Daniel H Wilson disfarça-se de geek na introdução do seu blog para parecer sério, e quem garante que não é? Este é o seu primeiro livro, um manual de instruções para lidar com a inevitável rebelião de robôs que acontecerá um dia, algures entre a Wired e «Dexter's Lab». Ensina, entre outras coisas, como detectá-los, desactivá-los, como imitá-los (breakdance), como sobreviver ao confronto directo. Útil para ter perto na corrida do futuro. Wilson trabalha de facto em robótica e o ilustrador do livro (Richard Horne) desenhou capas para, p ex, Tom Jones e Faith No More, o website de Ethan Hawke e as capas da série Harry Potter. O formato de bolso (11 x 18 cm) facilita o transporte, enquanto as imagens não ficam gravadas na cabeça: os direitos foram comprados para uma adaptação cinematográfica. Explorem aqui.

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terça-feira, março 28, 2006
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Compras 25.03.2006

Bobby "O" «She Has A Way» 12" "O" Records 1982
Alegadamente o maior hit de Bobby Orlando, com uma sequência bastamente samplada em tempos modernos. Matéria clássica: voz afectada, homem subjugado por mulher, synths italo; «Beat By Beat» no lado B soa menos electrónico, mais Disco, quase Funk, com um break quase Yello.
23 Skidoo «The Gospel Comes To New Guinea» 12" Fetish 1981
Drum and Bass de ponta a ponta em mantra rítmico de cortar a respiração. Test Department encontram Funk; «Last Words», no outro lado, é mais cadenciado sem perder nada do ataque rítmico. Punk-funk vintage quase inultrapassável (oiçam Tussle para uma aproximação contemporânea). Capa de Neville Brody também acrescenta ao valor.
Rick James «Cold Blooded» 7" Motown 1983
Rick James «17» 7" Motown 1984
Rick James tocou com Neil Young, é sobrinho de Melvin Franklin dos Temptations e uma das suas primeiras bandas assinou pela Motown ainda na década de 60. Nos 80's gravou «Super Freak», mais tarde usado por MC Hammer no inevitável «U Can't Touch This». Estes dois singles são pequenos clássicos electro e ambos incluem os instrumentais no lado B. Excesso de guitarra no final de «17».
Tom Tom Club «Don't Say No» 12" Fontana 1988
Cinco anos depois de «Close To The Bone», o terceiro álbum de Tom Tom Club chamou-se «Boom Boom Chi Boom Boom» e tinha «Don't Say No» que, mesmo em 88, ainda consegue estar no grupo de melhores canções de TTC. A versão maxi faz justiça ao subtítulo "12 Inches Of Love", com um beat housey (Chicago) e mais açucar na voz. Doce! Instrumental no lado B tem piano (não) e o sofrível «Devil, Does Your Dog Bite?».
Jean Jacques Burnel «Euroman Cometh» LP United Artists 1979
Fundador, baixista e um dos vocalistas dos Stranglers, Burnel gravava a solo com caixa-de-ritmos a soar a Suicide e tom new wave com restos de punk. Pior quando é rock, melhor quando põe um efeito na voz e reduz o tempo, apesar de a melhor faixa ser «Deutschland Nicht Uber Alles», de tempo normal e dominada pelo baixo.

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domingo, março 26, 2006
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Compilações (1)

Primeira parte dedicada a compilações que ensinaram, fizeram mudar a perspectiva sobre algumas coisas, abriram outros mundos ou documentaram uma secção vital do passado que se mantinha desconhecida. Trabalho em progresso. Mais em breve.

«Arcana Cœlestia» LP/CD Multimood 1987/1993
Uma das mais fascinantes fatias da música dos anos 80 não tem estilo e o termo experimental não serve para explicar tudo. A edição 7 da sueca Multimood ajudava a misturar tudo e o efeito hipnótico foi tremendo. (c/Controlled Bleeding, O Yuki Conjugate, Asmus Tietchens, Jeff Greinke,...; no CD a edição teve alguns extras mais contemporâneos)

«La Nouvelle Sérénité» CD Sub Rosa 1987
Capaz do melhor e do pior, a parte inicial da Sub Rosa envelheceu mal, mas a "nova" contemporânea da altura marcou o passo certeiro para hoje tudo ainda fazer sentido. A série Myths faz parte do lado bom da história, e este terceiro volume é imperdível. (c/Jon Hassell, Harold Budd e Gavin Bryars)

«Victims Of The Mixing Desk» MLP Vision 1989
Com o Industrial a tornar-se cliché, procurava saídas viáveis dentro de um espírito insurrecto. Primeiro com Electric Noise Twist e logo a seguir, na mesma editora, uma compilação de beats terroristas com total aceno de cabeça à On-U Sound e particularmente à estética de Mark Stewart, mas também com inspiração hardcore e free jazz. A Vision mudou da Suiça para Londres e mudou o nome para Praxis, editando o álbum techno dos Bourbonese Qualk.

«Artificial Intelligence» CD Warp 1992
«Artificial Intelligence 2» CD Warp 1994
A definição de quase toda a electrónica dos anos 90 começa aqui. O que se viria pouco depois a chamar IDM (Intelligent Dance Music), antes de ser rotulado. Uma nova forma pura, sim, mas também contaminada com genes de Detroit e Chicago. Autechre, Aphex Twin, B12 e outros explicados com clareza.

«Out There - A Thread Through Time» 2xCD/4xLP PI 1994
Fazia uma perfeita ligação entre a cultura techno e o industrial mais esotérico, revelando nomes novos a quem só habitava uma das zonas. Incluía uma das maiores trips de todos os tempos sob a forma de «Panta Rhei» (Unit Moebius), também Mika Vainio e o seu Cosmos de cristal, junto com Coil, Zoviet France, Chris & Cosey, GTO, PWOG, Black Dog e uma tonelada de desconhecidos.

«Isolationism» 2xCD Virgin 1994
O nome diz tudo e até perfilhou um estilo que não se eternizou: enredo sombrio, a preto e branco, com atmosfera pesada e densa, mostrando alguns dos nomes importantes do ambiental mais experimental dos anos 90. Simon Hopkins foi o arquitecto milagroso da Virgin, Kevin Martin foi o autor destas escolhas. (c/ Jim O'Rourke, Aphex Twin, AMM, Thomas Koner, Scorn, Paul Schutze, Total,...)

«Atom Weight» CD Iridium 1996
Foi a primeira hipótese de ouvir Ryoji Ikeda no Ocidente, numa compilação que reúne música do japonês e do seu colectivo perfomance Dumb Type. A partir daqui tudo mudou na electrónica digital. (c/ Ryoji Ikeda, Dumb Type, CCI Sound System e Yoshio Ojima)

«The Conet Project» 4xCD Irdial Discs 1997
Verdadeiro sonho molhado para quem sentia curiosidade pelos sons estranhos que se escutavam em rádio de onda-curta. Quatro CD's que reunem de forma sistematizada e bem documentada gravações de estações numéricas na sua maioria da Europa de Leste. Crê-se que muitos dos números, palavras e tons difundidos eram códigos de agências de informação/espionagem a laborar em modo Guerra Fria.

«Warp 10+1: Influences» 2xCD/4xLP Warp 1999
Sólidos 5 anos à frente do regresso da Acid House, esta compilação destinava-se contudo a celebrar os 10 anos da Warp. Como tal, Detroit, Chicago e alguma produção britânica de final dos 80's era revelada pela primeira vez a muitas cabeças.

«Clicks_+_Cuts» 2xCD Mille Plateaux 2000
Pela MP passaram quase todos os nomes fundamentais da música electrónica dos últimos 10 anos. Aqui, a editora resolveu unificar um conceito dando-lhe, como sempre, um nome, e a partir daqui o estilo tornou-se instituição, morrendo aos poucos e resistindo ainda em desesperados enclaves sem importância. (c/snd, Frank Bretschneider, Panasonic, Farben, Vladislav Delay, Jake Mandell,...)

«Dancin' Days» CD Dancin' Days 2003
Primeira colecção longa de re-edits Disco/Funk cortados por Pedro Tenreiro, no Porto. Inspiração decisiva para o avanço de experiências similares por ME. O poder de transformar originais sem utilizar grande sofisticação aliado ao prazer de criar uma grelha mental na qual o som se divide como nós gostamos.

«Rub N Tug present Campfire» CD/2xLP Eskimo 2005
A quase não-mistura, os efeitos baratos, quebras no som e a inspiração Cósmica/Disco abriram outras possibilidades no cansado mundo dos discos misturados com excesso de técnica. Verdadeira mixtape misturada ao vivo com o sabor do momento. Pode ser tudo novo outra vez!

«Chromeo present Un Joli MIx Pour Toi» CD/2xLP 2005
Selecção 100% vintage: Jonzun, Jets, Chemise, Jellybean Benitez e outras pistas óptimas para descobrir onde o electro se cruzava com o funk e algum bubblegum pop típico da América de 80's.

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segunda-feira, março 20, 2006
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Wantlist (1)

- Avonn «Everybody Get Down» 12" (RBL ??) 19??
- DFX «Relax Your Body» 12" (Full Time FTM31623) 1989
OU
- D.F.X. «Relax Your Body» 12" (Zyx 6206-12) 1989
OU
- Dr Felix «Relax Your Body» 12" (Dreyfus 889645-1) 1989
- E.S.P. «It's You» 12" (Underground UN108) 1986
OU
- E.S.P. «It's You» 12" (Radical DJINT14) 1989
- Hamilton Bohannon «South Africa» 12" (Compleat CPD207) 1985
- Hercules «7 Ways» 12" (Dance Mania DM002) 1986
- House To House «Taste My Love» 12" (Police PR01001) 1987
- Les Vampyrettes «Biomutanten» 12" (?? F 667.226) 1981
- Lime «On The Grid» 12" (Prism PDS-490) 1983
- MD III «Face The Nation» 12" (Underground UN111) 1988
- Nyam Nyam «Fate/Hate» 12" (Factory Benelux FBN28) 1984
- Rio D «I Got To Make It» 12" (Rio RR-1039) 1989
- Schaltkreis Wassermann «Psychotron» LP (Space SR-82101) 1982
- Shawn Shegog «Living In The Dark Side» 12" (No Name NNR002) 1989
- Steve Winwood «Time Is Running Out» 12" (Island WIP6394) 1977
- Unit Moebius «Disco LP» 2xLP (Disko B DB31) 1995

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sexta-feira, março 17, 2006
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Maxime 11.03.2006 (depois)

Não há lugar para ME no actual sistema. A noite de 11 de Março foi um belo fiasco, metade culpa nossa por reagirmos mal à outra metade, cansados de ser abordados por gente alterada e isso a sentir-se da pior maneira: gritos, exigências e conversa fiada = música errática, a despachar, sem instinto nem leitura de sala.
É difícil saber o que as pessoas querem, mas elas estão-se nas tintas para o que nós queremos. Merecemo-nos uns aos outros, mas não queremos vê-los outra vez, obrigado.

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quinta-feira, março 16, 2006
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Compras 15.03.2006

Lime «Lime 3» LP Polydor 1983
«Angel Eyes» continua ser a melhor faixa de Lime mas, repito, o re-edit de Manhattan Disco Mixers É a versão a arranjar. Aqui, «On The Grid» é o único tema realmente sóbrio e directo (e um pouco Yello); «Rendez-Vous On The Dark Side Of The Moon» é a tentativa cósmica do álbum, ligeiro aceno aos primeiros Human League (um pouco «Circus Of Death» no lado B de «Being Boiled») e, com o resto, a esquecer (por estes ouvidos).
One-Two-Three «One-Two-Three» LP Prelude 1983
Bobby Orlando produziu inúmeros hits de dança mesmo antes de ajudar os Pet Shop Boys no sucesso planetário com «West End Girls». «Another Knife In My Back» (com Jellybean Benitez) é a mais Disco aqui, mas quase todas as canções são vencedoras, há qualquer coisa de irresistível em letras de amor (falhado ou não) com produção Italo luxuriante, clássica. A evitar, no entanto: «Falling In Love With Myself» e «It Would Break Your Heart».
Cat Power «Myra Lee» CD Smells Like Records 1996
Gravado em 94 na editora de Steve Shelley (Sonic Youth) e com este na bateria. Canções minimais, presas à voz e ao seu poder evocativo de nuvens cinzentas. Desespero, PJ Harvey e outras coisas de fazer parar a respiração.

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segunda-feira, março 13, 2006
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Compras 10.03.2006

Hot Chocolate «Mindless Boogie/Don't Turn It Off» 7" RAK 1979
«Don't Turn It Off» foi um dos highlights em «Campfire» de Rub N Tug (a classificação de 3.5 no Discogs é um crime!). A canção é segura pelo baixo e uma voz ansiosa e resulta num pedaço quente de Disco lento. Lado A é Disco apocalíptico (referências ao massacre de Jonestown e à bomba de neutrões) e além disso em 79 já cantavam que somos todos clones e robôs. Ponto!
Adrenalin M.O.D. «Four Tunes» 12" MCA 1988
Encontrado em «Secret Mixes And Fixes Vol.3», série de re-edits atribuída a Ectomorph, «Ecstasy (Wherever You May Be)» é a razão para este maxi: Acid-House tenso, com vozes desafectadas, mid-tempo, engenharia de Jagz (Kooner dos Sabres Of Paradise?); «Track This», o segundo melhor, é co-produzido por Derrick May.
PWOG «Peel Session» 12" KK 1994
Nome fundamental no techno europeu, PWOG desapareceram aparentemente sem rasto em 95 depois do álbum «Record Of Breaks». Esta «Peel Session» foi emitida em Junho de 94 e mostra todo o poder Jack do trio holandês («Pull» é soberbo, bem testado em SFFF)
PWOG faziam a sua espécie de trance sem nunca se confundirem com o resto.
World Class Wreckin' Cru «Mission Possible» 12" Electro Eternal 2005
O original é de 86 e este maxi funciona como um mini-best of deste projecto de Dr Dre (Pre-NWA), um dos mais activos no electro da Costa Oeste. Inclui também «He's Bionic» e «House Calls». O rap é aguerrido, cortado com vocoder clássico. Sci-fi, mais orquestrado que Egyptian Lover, quase não vale a pena repetir: clássico.

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sexta-feira, março 10, 2006
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Maxime 11.03.2006 (antes)



Sábado, 11 de Março, 23h

Maxime
Praça da Alegria 58, Lisboa

LOOSERS
Fundamental trio lisboeta, acabam de lançar “Bully Bones of Belgie” este mês pela italiana Qbico. Aglomerando múltiplas influências e pistas de várias tradições de música livre, dos Sun City Girls aos Throbbing Gristle, da No-Neck Blues Band aos This Heat, Tiago Miranda, Rui Dâmaso e Zé Miguel têm vindo a protagonizar um trilho em iguais partes catártico e original, que parece dar expressão a uma Lisboa metafísica em chamas.

MANTA ROTA
Manta Rota é um sexteto de improvisação comunal proveniente de tradições de improvisação colectiva (Amon Düül, No-Neck Blues Band, os Red Krayola de «Parable Of Arable Land»). Não são como as improvisações de grupo de Alan Silva para a BYG/Actuel, mas também; não são um «drum circle» hippie da treta, só um bocadinho; não são o drone eterno da A Band ou dos Vibracathedral Orchestra, mas já o ouviram. São outra coisa qualquer, feita de interesse e fascínio por manifestações de expressão crua e inusitada. Manta Rota é constituído por elementos de Gala Drop, Caveira, The Vicious 5, Phoebus, Braço, Fish & Sheep e mais alguém.

MAJOR ELÉCTRICO (DJ)
Primeira aparição pública do duo em palco em vários anos. Conceptualistas, DJs, não-DJs, performadores, perfuradores e perfumadores chave nas movimentações das vanguardas electrónicas em território luso nos últimos dez anos.

(edit ME do texto promocional)

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quinta-feira, março 09, 2006
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Compras 09.03.2006

Rolling Stones «Miss You» 12" EMI 1978
Reedição em vinil cor-de-rosa. «Miss You» é Disco lento, intenso e sexy, foi o flirt dos Stones com a Droga da Nação em 78. O lado B («Faraway Eyes») é apenas normal e aborrecido.
Talking Heads «Slippery People/Making Flippy Floppy» 12" Sire 1983
Ambas as faixas retiradas de «Speaking In Tongues» mas com o tratamento de John 'Jellybean' Benitez, na época incansável produtor e DJ (demasiada actividade para referir aqui). Muitas vezes apontado como um disco menor dos Talking Heads, «Speaking In Tongues» só é segundo depois de «Remain In Light», para mim, e «Making Flippy Floppy» está segura no top 5 de imprescindíveis TH. Baixo, beats, synth e até a voz de Byrne no ponto!
Vainio Väisänen Vega «Endless» 2xLP Blast First 1998
Não é suficiente ter o CD. Pansonic (Vainio e Väisänen) mostram aqui claramente de onde vêm e no mesmo ano em que se apresentaram ao vivo com Alan Vega, Mika Vainio fez um set de rockabilly no Sónar. Suicide em ácido, Alan Vega submerso em electricidade suficiente para um pequeno planeta.
The Clash «Rock The Casbah/The Magnificent Seven» 12" Epic 1982
Ambas as canções tinham as respectivas versões instrumentais e esta reedição está completa com elas: «Mustapha Dance» ainda aproveita pedaços de voz, mas «Magnificent Dance» é a materialização perfeita do groove, se esta existe.

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quarta-feira, março 08, 2006
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Strawberry Force Fields Forever (3)


O diggin' de quase 2 anos alimentou grande parte do ano SFFF. Agora a última noite, sexta-feira 10.03.2006, no Lux.
Acid-House, bleep Techno, junto ao osso onde os recursos são mínimos e o efeito é máximo. Depois acabou.

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New School (3)


Esta é uma pequena actualização de um post original de 09.01.2006. A colecção aumentou, há mais discos para listar.
Jamal Moss grava como Hieroglyphic Being, Sun God e I.B.M. (Insane Black Man) e também como parte da crew Dirty Criminals. Missão: manter a produção próxima dos originais de Chicago. Cena Jack. Mas sem cópias. Tudo ao vivo e analógico, às vezes faz lembrar os sets vintage de 808 State ainda com A Guy Called Gerald. Outras vezes soa perfeito para as auto-estradas que Chicago deve ter.
É o único produtor new school ainda com influências directas do Music Box e Ron Hardy e trouxe os seus mestres Steve Poindexter e Adonis para a editora que fundou em 96: a Mathematics.

Seriamente lixado, Jamal Moss na colecção ME:

- Adonis presents Hieroglyphic Being «IF» 12" Mathematics 2002
- Africans With Mainframes «Save The Robots EP» 12" Mathematics 2003
- Sun God «The Temple Of The Moon» 7" Mathematics 2004
- Hieroglyphic Being «Du Commencement A L'Eternite» 12" Axis 2004
- Hieroglyphic Being «Machines For Lovers EP» 12" Spectral Sound 2004
- Hieroglyphic Being «Conversations In A Analog Dialect» 12" Klang 2005
- Sun God «Ancient Echoes» 12" Klang 2005
- Hieroglyphic Being «The Sound Of Music» 12" Mathematics 2005
- Hieroglyphic Being «The Sound Of Music EP» 12" Mathematics 2005
- I.B.M. «Kill Bill» 12" Interdimensional Transmissions 2005
- Sun God «Relics & Artifacts» 12" Frantic Flowers 2005
- Sun God «Scene 1» 7" Jack-FM 2005
- Sun God «Scene 2» 7" Jack-FM 2005
- Sun God «Scene 3» 7" Jack-FM 2005
- Sun God «God Energy» em «Thoughts From Chicago Vol. One» 12" Eargasmic 2005

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New School (2)

yes, Tadd

Mais 3 motivos, hoje, para achar que Techno é IN em 2006:
M. Pittman «M. Pittman #2» 12" FXHE 2006
Com Rick Wilhite e Theo Parrish, Marcellus Pittman faz o projecto 3 Chairs; Techno de Detroit a passar por House, editora de Omar-S, beat em cima, tudo o resto à volta é soul, sexy e Bom.
2 AM/FM «Pt. 1» 12" Spectral Sound 2005
James T Cotton «Dance Of Death» 12" Udek 2006
Tadd Mullinix grava beats abstractos como Dabrye na Ghostly International, mas quando ouvi 2 AM/FM fez-se outra ideia: Chicago seco, brutal, na linha Bunker old-school. «Dance OfDeath» soa logo como Jamal Moss, outro produtor à procura do limbo perfeito no tempo entre 1986 e 2006. Ambos os maxis actualizam Chicago num tom negro e claustrofóbico doce para estes ouvidos.
Mathias Kaden «Pentaton EP» 12" Vakant 2006
Todo o maxi é feito de contratempos, subidas de energia, pings e bleeps, alguma percussão meio Villalobos, mas nem que seja apenas por «Train» no lado B o disco já está no mapa! Esqueçam Alex Smoke nesta editora, «Pentaton» é o disco a ter.

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terça-feira, março 07, 2006
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Compras 07.03.2006

Honey Bane «Guilty/Dub» 7" Honey Bane 1980
Honey Bane foi punkette em fins de 70's, gravou com os Crass, etc etc.
O dub de «Guilty» apareceu no nº3 de «Punk Disco Beat» e está neste single, incrível pedaço punk-funk! Lado A com mais voz muito bom na mesma.
Alien Sex Fiend «Ignore The Machine» 12" Anagram 1985
Em todo o lado esta edição vem listada com o dub no lado B, mas por azar ou casualidade esta cópia não tem o dub. De resto, ninguém precisa de Alien Sex Fiend agora.
Fancy «Chinese Eyes» 12" Metronome 1984
Tivemos uma dica forte para o lado B e acontece que não vale a atenção: a melodia oriental estraga tudo. Até o lado A parece mais honesto, se não prestarmos atenção ao refrão.
Harry Thumann «Underwater/American Express» 7" Decca 1979
Re-edit recente (Mischief Brew em 2005) + presença de Thumann nos bootlegs Disco populares («Disco Rotic III», «Cosmic Dancer Voyage Two»). «Underwater» tem baixo e electrónica suficientes para as pistas de hoje, mas «American Express» no lado B soa mais convencional (vozes, cordas e metais tipificam muito do Disco que se produzia na época).
The Clash «This Is Radio Clash» 12" CBS 1981
Parece que toda a gente sabia menos nós: o break de bateria aqui É «Are You Vegetarian?» de Joakim! Para além do original, a grande cena é a versão Outside Broadcast, com coro feminino, rap e dub acentuado. Nova Iorque escrito com todas as letras.
Workforce «Skin Scraped Back» 12" Doublevision 1985
Lemos que era um projecto de Richard H Kirk (Cabaret Voltaire) mas ele apenas faz um edit. De qualquer forma a editora era dos CV, o baterista Alan Fisch tocava nos Hula e Workforce é tipicamente Sheffield: funk, dub + Hula + Chakk + Fon. Tema-título quase ao nível do melhor Hula.

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domingo, março 05, 2006
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Compras 03.03.2006

Delta 5 «See The Whirl» LP Base 1981
Um dos elementos do Santo Graal punk-funk, único álbum da banda finalmente a um preço de jeito e por acaso a coincidir com a compilação em CD
Prince «Controversy» LP Warner 1981
Não é dos melhores discos de Prince mas tem duas das suas melhores peças funk: «Let's Work» e principalmente o tema-título com todos os seus incríveis 07:14 minutos.
Lil Louis & The World «From The Mind Of Lil Louis» LP FFRR 1989
House sexy, com pequena ajuda de Larry Heard mas, no fim do dia, a soar completamente original; a versão de «French Kiss» a começar onde no maxi vai a meio (na quebra); o grande «Blackout», aproveitando o motivo sequenciado de «French Kiss»; «Nyce & Slo», seeexy (edit no nº3 da série Supreme por Todd Terje).
Xena «On The Upside» 12" Emergency 1983
Dica no nº15 da Wax Poetics, perfeito num set electro-funk vintage de Greg Wilson e, claro, mais-valia no dub (lado B).
Cabaret Voltaire «The Drain Train» 2x12" Doublevision 1986
Segunda cópia, puro amor ao período 83-87 de Cabaret Voltaire, quando inventaram outro tipo de funk.
Richard H. Kirk «Ugly Spirit» LP Rough Trade 1986
No mesmo ano de outro álbum a solo de Kirk (1/2 Cabaret Voltaire), esse muito superior: «Black Jesus Voice». «Ugly Spirit» é mais próximo de alguns clichés 'sérios' do industrial da época.
Soft Cell «Tainted Love» 12" Vertigo 1981
Apenas uma questão de tempo, podia ter sido há 10, 15 ou 20 anos, foi só agora: maxi inclui o dub e a versão de «Tainted Love» é a que segue directamente para «Where Did Our Love Go»; cada lado tem 9 minutos : )
The Jets «Rocket 2 U» 12" MCA 1988
Apanhado em «Un Joli Mix Pour Toi», uma das melhores compilações editadas em 2005; a versão longa tem 09:30 minutos, lado B com dub e acappella, Minneapolis encontra Beverly Hills.
Lime «Angel Eyes» 12" Prism 1983
Ouvido pela primeira vez num re-edit de 2003 creditado a Manhattan Disco Mixers, que cortou tudo o que é desnecessário na versão normal: os excessivos maneirismos italo. Aqui em versão longa e dub, dá para perceber claramente quais os melhores pedaços aproveitados no re-edit.
Brooklyn Express «Sixty-Nine/Change Position (88)» 12" One Way 1982
Brooklyn Express «(Spank) Sixty-Nine/Change Position (88)» 7" Ultra Phone 1982

Versões de 09:30 e 06:30 no 12" são sempre prioritárias vs. 04:27 e 03:24 no 7". Mas tudo perfeito em todas as versões, Disco de fazer molhar o tecto; «Sixty-Nine» apareceu em re-edit no LP Betty Botox de um dos Optimo em 2005.
The Earons «Land Of Hunger» 7" Island 1984
François K incluiu a faixa em «Choice» (2002), mas desgraçadamente este single tem duas versões vocais e nenhuma instrumental; sotaque jamaicano meio fake estraga o efeito.
My Mine «Hypnotic Tango» 7" Blow Up 1983
Como sabe quem dedica algum tempo ao Italo Disco, é quase sempre nos instrumentais nos lados B que está o que vale a pena; «Hypnotic Tango» apareceu na primeira «Serie Noire» compilada pelos Glimmers em 2002.
Clair Hicks and Love Exchange «Push (In The Bush)» 12" KN 1984
Produção de Shep Pettibone, Greg Carmichael e Patrick Adams, este último provando invulgar longevidade como produtor de Disco. Mais Electro do que Disco, no entanto, 5 versões incluem dub, instrumental e beats.
Comateens «Ghosts» 12" Jupiter 1982
Não exactamente a versão com voz feminina que esperava (tinha ouvido da primeira vez que saiu «Young, Sick & Beautiful», bootleg new wave de Ivan Smagghe), mas o funk está inteiro nesta versão masculina também e o bónus da edição alemã é a capa com a banda desenhada como Max (Peter Pank, lembram-se?).
Au Pairs «Inconvenience» 12" Human 1981
A remistura de «Headache» no lado B é a melhor cena, e o original já tinha sido o melhor tema no álbum «Playing With A Different Sex», do mesmo ano; baixo quase dub e uma das vozes mais distintas do pós-punk.
Dinosaur L «Go Bang #5/Clean On Your Bean #1» 12" Sleeping Bag 1982
É uma reedição, ok, mas faz chorar na mesma. Duas das melhores faixas de sempre de Arthur Russell, aqui sem Nicky Siano mas com misturas de François K.
Cultural Vibe «Ma Foom Bay» 12" Crossover 1986
Compra adiada desde que a faixa foi ouvida no «Dj-Kicks» de Playgroup; House seca, tribal no sentido certo, "mixed with love by Tony Humphries".
The Creatures «Miss The Girl» 7" Polydor 1983
Há tempos tinha sido «Wild Things», a estreia dos Creatures em 81; agora «Miss The Girl», single saído do primeiro álbum em 83, a perfeita junção da exotica Martin Denny com o charme Siouxsie Sioux (a sua voz aqui faz derreter tudo à volta).
i «Tinned Music» 2xLP Pod 1996
Já em passagem para outra coisa, Atom Heart ainda produzia acid techno em 96. Não tão brilhante como o anterior disco de i em 92 («Repetitive Digital Noise»), tem mesmo assim um pouco do melhor Acid de sempre; na colecção em CD há uns anos, mas o vinil vai ser precioso para a última noite Strawberry Force Fields Forever (10.03.2006).

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Compras 23.02.2006

Fashion «Love Shadow» 2x12" Arista 1981
Fashion eram uma banda synth esquecível e este maxi também não seria para lembrar, apesar de ter Gina X como convidada, mas o disco bónus com a remistura Mutant Dance Move de «Move On» é Lindstrom em 1981! O produtor Zeus B Held trabalhou com Gina X, Killing Joke, Simple Minds, Alphaville, Dead Or Alive e outras coisas euro-pop.
Patrick Cowley «Megatron Man» LP Megatone 1981
Um dos inventores do Disco Hi-NRG com beat electrónico (mais do que Moroder) e criticado por ter desligado a cena das origens negras, também inventou ao lado o Italo. Este álbum tem óptimos exemplos: «Megatron Man», «Get A Little», «Lift Off» e «Sea Hunt», que apareceu no nº12 da série Automan. Épico e cósmico.
Klein & MBO «First» MLP Atlantic 1983
Parecia mentira levantá-lo a 1 euro e 75 (Patrick Cowley, acima, foi o mesmo) e, embora não tenha a versão instrumental de «Dirty Talk», tem a vocal e ainda «MBO Theme» (Automan 2). Minimal nos meios de produção, tem palmas electrónicas suficientes para entusiasmar do princípio ao fim e as vozes até são mais Nova Iorque do que Rimini. Ponto!
Juicy «Beat Street Strut» 12" Atlantic 1984
Este caiu literalmente no colo, cortesia RMA. Uma das melhores faixas da banda sonora de «Beat Street» produzida por Harry Belafonte e Arthur Baker; linha de baixo incrível, um ping tipo «Like A Virgin» e o instrumental no lado B : )
David Byrne «3 Big Songs» 12" Sire 1981
3 faixas tiradas de «Songs From The Catherine Wheel» e a que interessa MESMO é a remistura de «Big Business» com a ajuda de Mark Kamins («Like A Virgin» de Madonna); Disco uptempo, afro, e a voz de Byrne nunca é mais do que puro ritmo! A guitarra e a ambiência, mais para o fim, fazem a apoteose que merecíamos.
Modern Romance «Queen Of The Rapping Scene» 7" WEA 1981
Mais uma banda pop-disco com ocasionais momentos brilhantes, aqui no lado B: «Can You Move». Não é a versão longa, mas o groove é demoníaco e soa algures entre Liquid Liquid e «Girls Out On The Floor» de Jesse Velez (Trax). Entre outras colectâneas, apareceu na «Choice» de Derrick Carter.
Master C & J featuring Liz Torres «The Legendary Master C & J featuring Liz Torres» 2xLP Trax 2002
A edição é de 2002 mas trata-se de produção clássica 1986/87. Praticamente nada falha aqui, dependendo da tolerância Garage de cada um (para mim só falha realmente em «When You Hold Me»). Tudo o que era bom na House de Chicago está neste disco.

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