major eléctrico


quarta-feira, fevereiro 28, 2007
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New School (10)


Mujaba: água e calor.

Keith Worthy «Emotional Content» 12" Aesthetic Audio 2007
O sempre orgulhoso 'Made In Detroit' nestes discos funciona quase como selo de garantia. Podia não ser, mas é. Primeiro maxi numa nova editora, o título não engana: Deep House atmosférica, percussiva por baixo da pressão do ambiente, não exactamente limpa como Jus-Ed ou Patrice Scott, mais na zona de Omar-S. O jogo de congas em contraponto à electrónica faz de «A Song For Geli», a terceira e última faixa, um monumento à melhor IDM dos anos 90. Sem nada copiar, mantém o espírito de aventura.
Mujaba «Noemi/Malibu Stacey» 12" Four Roses 2007
Ano incrível para House? A Four Roses já mostra faixas de Motor City Drum Ensemble e Mujaba, mas só este último projecto foi ainda colocado em disco. Génio atrás de génio. Mujaba tem MySpace mas isso não adianta muita informação. Este maxi é praticamente conduzido pelo piano, convocando antigos espíritos House, mas a manobra é tão contida e apoiada que a pista de dança não consegue conter tudo o que esta música tem de BOM. «Noemi» tem tempo normal, «Malibu Stacey» no lado B é mais lento, cena Theo Parrish, sempre com nível de emoção bem alto e, depois da quebra, o piano domina.
Add Noise «Handwerk» 12" Handwerk 2006
«Loose Wire» fez tudo por nós, «The Cha-Cha Machine» apenas parte. «Handwerk» situa-se no mesmo plano de Sleeparchive, 'techno reduzido e drogado', segundo o press release, mas faz outras coisas que Sleeparchive não faz por estar demasiado preso ao som Mika Vainio/Plastikman. Industrial em densidade, mas suave na prática, o maxi enche na perfeição uma sala com os seus kling klangs e vapores.
Redshape «Alone On Mars?/Species» 12" Present 2007
Segundo maxi na Present, depois de «Playground», mais drama espacial. «Alone On Mars» está na fronteira com o Space Disco, evolui cada vez com mais classe sem ficar estupidamente moderno (dá sempre para perceber os beats old-school); «Species» é uma maravilha ácida, começa quase Carl Craig mas distancia-se para o planeta vermelho, a cor de Redshape.
CH-Signal Laboratories (8003 Lucerne) «Hypnotica Scale» 12" Sandwell District 2007
A dose certa de opressão. Aparentemente feito em Berlim por alguém conhecido que não quer revelar o nome, mas há qualquer coisa no lado A que soa a Monolake (a pancada no fim de cada compasso?). Escuro, repetitivo, cheio de grão e em vinil azul.

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segunda-feira, fevereiro 26, 2007
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Compras 23.02.2007

Macho «I'm A Man» LP Goody 1978
Italianos em Nova Iorque e mistura de Tom Savarese para uma versão Rosco (Rock + Disco) de um hit anterior de Steve Winwoood com o Spencer Davis Group em 67. Aqui são 17'45" de adrenalina Disco, grande épico com forte sotaque italiano (os Rs bem carregados) e tonalidade electrónica já no mundo pós-«I Feel Love». Lado B com duas faixas igualmente óptimas, sendo que o groove electrónico em «Cose There's Music In The Air» foi cortado e feito em loop por Thick As Thieves no álbum para a Noid, com o nome «Mucho Macho». Must.
M «Pop Muzik/M Factor» 12" MCA 1979
«Pop Muzik» é dos poucos hits universais, toda a gente já ouviu isso. Special Disco Version com 5'00" mas a particularidade deste maxi é ter sido, anuncia a capa, o primeiro single de sempre com 'Double Groove', o que significa que no mesmo lado do disco se podem ouvir duas faixas sobrepostas, isto é, consoante as espiras que a agulha apanha quando se pousa no vinil, podemos escutar uma ou outra faixa. Até agora só tinha ouvido isso num maxi de Underground Resistance, mas aqui está a origem, Sempre bom saber.
Die Krupps «The Machineries Of Joy» 12" Mute 1989
Duas gerações de EBM. Die Krupps editaram «Wahre Arbeit - Wahrer Lohn» em 1981, seguindo o modelo DAF, mas o single teria grande influência numa geração de bandas que dominou a década de 80. Foi assim revisto em plena glória em 89 pelos próprios Die Krupps e por um dos grupos que instigaram: Nitzer Ebb. Apesar de retomar Die Krupps no final da década, Ralf Dörper conheceu maior sucesso com os Propaganda.
Revolting Cocks «You Often Forget» 12" Wax Trax UK 1986
Não se consegue fazer muito com este disco, hoje em dia, excepto admirar uma época específica em que a música de dança esticou fronteiras até ao questionável. Dividido em Benign Side e Malignant Side, este maxi é um exercício stop/start de manipulação em estúdio. Hit de clube que hoje é difícil de entender. Valor sentimental.
David Holmes «Johnny Favourite» 12" Warp 1994
O único disco de Holmes para a Warp não é pacífico na sua discografia. A veia techno inicial no lado A, com traços da história hardcore. Versão ambiental magnífica no lado B, a fazer lembrar o que os Sabres Of Paradise fizeram com a música dos James em «JamJ». Natural, considerando que «Johnny Favourite» foi escrito em parceria com Jagz Kooner e Gary Burns.
The Sabres Of Paradise «Theme» 12" Sabres Of Paradise 1994
Contemporâneo do álbum «Haunted Dancehall», do qual o Tema é retirado, mas a estrela aqui é o dub cibernético de «Return Of Carter», aquático, metálico e romântico. Põe os casais a dançar juntos no fim da noite quase tão eficazmente como «Pink Service» de Aavikko.
The Disposable Heroes Of Hiphoprisy «Language Of Violence» 12" 4th & Broadway 1992
Inclui o instrumental de «Famous And Dandy Like Amos 'N' Andy» e um desdobrável meio poster meio revista de quadradinhos ilustrando a letra de «Language Of Violence». Violência e discriminação na escola. Michael Franti prosseguia a cruzada por uma melhor sociedade começada com os Beatnigs. Como MC 900FT Jesus e Consolidated, os Disposable Heroes faziam parte do núcleo duro das bandas com agenda em fundo hip hop.

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terça-feira, fevereiro 20, 2007
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Entrevista: Victor Sol

XJacks: insect commander

Victor Sol já mereceu um post aqui. Em arrumações recentes descobrimos parte de uma entrevista feita ao vivo. Falámos com ele em Junho de 1995, em Barcelona, durante a segunda edição do Sónar onde estava programado como DJ, à tarde e ao ar livre. Por esses dias foi posto a circular o número zero da Self, uma publicação dedicada a música electrónica e para a qual escreveu um artigo em que comentava várias edições então recentes, num período em que já se sentia a saturação da cena Ambient Techno. O seu nome jornalístico era The Angriest Dog-Jockey In the World.

Victor Sol: Em relação, por exemplo, a «I Care Because You Do» de Aphex Twin, houve pessoas que ficaram com má impressão do disco após terem lido o meu texto, mas o facto é que gosto imenso do disco. Quanto aos Future Sound Of London, não gosto mesmo, embora tenha visto outro dia na televisão um video que achei bastante bom. Penso que eles têm bons álbuns, mas não gosto deste e resolvi criticá-los assim porque anda toda a gente a elogiá-los. Há vários aspectos deste circuito que me desiludem bastante. Sinto frequentemente que as pessoas fingem ter interesse, quando na verdade o interesse não existe. Não me importo que as coisas estejam na moda, até gosto de coisas populares, mas o que acontece com muitos destes grupos é que eles não se incomodariam a criar música se não fizessem dinheiro com ela... Ainda recentemente disse a um amigo que acho que muita gente faz música porque está aborrecida. Ok, mas então façam a música em casa para prazer próprio e não a editem. Muitas vezes não sei dizer se o que faço é relevante. Sou muito crítico em relação ao meu trabalho, e talvez por isso seja igualmente crítico com o de outras pessoas. E há toneladas de coisas a ser editadas. Também me sinto um pouco revoltado porque existe muita música boa que... Por exemplo, gosto imenso de Ken Ishii. Trabalha num escritório e disse-me que faz música no seu tempo livre. Os discos que grava não têm qualquer preocupação comercial e ele só faz mil cópias. Porque é que é tão difícil vender mil cópias?
A Fax também só edita mil cópias de cada disco...
Sim, mas vende-as rapidamente. A Fax vende sobretudo devido ao nome, e há coleccionadores que não se importam muito com a qualidade da música.
Não achas que é exagerado editar um disco por...
Por semana. No mínimo.
Não podem ser todos bons.
Não são, é verdade.
Disseste antes que muita gente faz música porque se sente aborrecida. Achas que é esse o caso do Namlook?
Não. Acho que o Peter tem mesmo uma visão especial sobre aquilo que faz. Conheço-o bem e sei que ele faz as coisas com entusiasmo. Sinto que se comprasse todos os discos dele ficaria frequentemente desiludido, mas ele tem também coisas óptimas. O disco de que gosto mais, «Aliens In My Suitcase», foi um fracasso de vendas...
Quanto a ti, sentes que tens suficiente liberdade para fazer a música que te apetece?
Completamente. Mas não é necessário que esteja 100% convencido daquilo que faço, porque muitas vezes as pessoas gostam de coisas de que não se pensaria que gostassem. Em XJacks, por exemplo, há um tema chamado «Solid Pressure», Dandy Jack não queria inclui-lo no disco, não gostava do tema. Eu também não estava bem certo porque acho o tema um pouco duro demais.
É o melhor tema...
Mas foi isso que aconteceu, eu sabia que isso ia acontecer.
Tem uma certa violência mas no fim quebra completamente. Não é o que se espera.
Isso é outro aspecto importante para mim. O Peter chateia-se comigo, por vezes. Diz-me para fazer as coisas da forma que as pessoas esperam, porque assim estamos a satisfazer essa necessidade que sentem e vender-se-ão mais discos. Eu respondo-lhe que é precisamente isso que me aborrece. Quando o primeiro disco de +N foi apresentado aqui no Sónar, há um ano, estive a observar algumas pessoas que o ouviam no stand da Rotor. Quase todas iam saltando os temas no CD sem encontrarem aquilo que procuravam. Então punham o disco de lado.
Não é propriamente um disco que possa ser apreendido assim...
Exacto, não se consegue isso. E as pessoas não compram porque não vai de encontro às suas expectativas. Tenho até agora oito discos editados e praticamente ainda nem os vi criticados, o que me entristece. Não é porque pense que sejam algo de extraordinário, mas acho que faço música que até pode ter algum interesse para as pessoas e elas nem sabem que existe. Ponho os discos cá fora e quase não recebo reacções.
Acerca de +N, o Uwe Schmidt disse que a música é essencialmente improvisada.
Sim, tudo o que faço é essencialmente improvisado. No primeiro disco de +N improvisámos a música mas depois gravámo-la para o disco do computador, manipulámo-la, demos-lhe uma forma e, na maior parte dos casos, voltámos a tocar por cima. Assim, a música é improvisada mas também estruturada.
Há duas faixas, «Missing Point 1» e «Missing Point 2» nas quais me parece ouvir CDs danificados, cortados ou algo assim...
Não, na verdade todos os sons nesses dois temas são de Hafler Trio. Quando fazes forward num CD ouves aquele clic clic e foi isso que nós gravámos. Um CD de Hafler Trio inclui um booklet com uma pergunta dirigida a quem lê: deverá procurar um ponto oculto. Então o que nós tentámos fazer foi encontrar esse ponto oculto mas na música. Pusemos o CD em forward, deixando-o saltar, colocámos tudo no sampler, transferimos para um teclado e tocámos ao vivo. Eu toquei e o Uwe manipulou os efeitos.
«Ex.S» tem também uma faixa, «Virilio», com um efeito físico extraordinário.
É bom sentires isso. A minha música tem um elemento muito físico. Depois, por outro lado, gosto de trabalhar de um modo estimulante para o cérebro.
Foi com XJacks que mais senti isso.
Por acaso é o disco de que mais me orgulho.
Bom, assisti à tua 'actuação' como DJ. Costumas fazer isso regularmente ou foi só para esta ocasião?
Foi a primeira vez. Era suposto ter tocado ao vivo no Sónar, este ano, mas eles esqueceram-se de me incluir no programa. Na verdade nada estava confirmado. Teria tocado com XJacks. Quanto a pôr música, pensei bastante na melhor maneira de o fazer. No início tinha duas ideias: a primeira era não pôr absolutamente nenhum som, manter o silêncio durante todo o tempo, ficar ali com os pratos e leitores de CD ligados e não fazer nada. Mas depois isso seria uma espécie de homenagem a John Cage, o que já foi feito e é desnecessário repetir. A outra ideia era instaurar um completo caos: tudo a tocar ao mesmo tempo, coisas em fade in e fade out, mas depois cheguei aqui, vi as pessoas sentadas nos sofás e no chão e senti que o que ia fazer não era a atitude certa. Então resolvi apenas misturar o máximo possível de coisas, dando às pessoas a hipótese de distinguirem os vários elementos.
Houve uma certa insistência em Kraftwerk...
Se existe um grupo electrónico importante, são eles. A maioria das pessoas que encaram seriamente a música electrónica terão forçosamente de reconhecer a sua importância.
Que outros nomes merecem o teu respeito?
Cluster, por exemplo, acho que eram uma banda brilhante. Tinham um sentido de humor incrível, e eu gosto disso na música. Throbbing Gristle influenciaram-me imenso, não só pela música como pelas ideias. Depois há os Residents, Chrome...
E nomes mais recentes?
Gosto de Richard Kirk, mas acho que ele anda a fazer demasiadas coisas e está a tentar envolver-se muito com o que se passa actualmente. Respeito-o bastante, já desde os tempos de Cabaret Voltaire, e de qualquer forma é positivo que tenha progredido. Adoro Aphex Twin. De toda a música nova escolheria a dele. O que ele faz não é devidamente apreciado pelas pessoas, talvez mais tarde... O último tema de «Ventolin», por exemplo, começa com um ritmo distorcido que depois se transforma numa melodia tipo parque de diversões. Adoro esse tema.

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domingo, fevereiro 18, 2007
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New School (9): Crème JAK


The Crème JAK Series is dedicated to the stripped down pulsating sick sound of the 808, the epileptic seizure inducing trance of the strobe and fog and the no holes barred slamjack freakout of Chicago's Music Box, where the only pretence of the music is to make you loooooose control! All limited one-sided pre releases, only 200 copies to bang the floor! (em smack-dynamik.com)
As três primeiras edições já circulam em white label, ME teve sorte suficiente : )

J.T.C. «Take 'em Off» 12" Crème JAK 2007
D'Marc Cantu «No Control» 12" Crème JAK 2007
X2 «Barely A Track» 12" Crème JAK 2007


J.T.C. já foi falado, é Tadd Mulinix mas é com outros nomes que grava jack. Como Saturn V tem um split na Relief com X2, o terceiro JAK da série. «Barely A Track» convoca os demónios negros da House na altura da noite em que se perde o controle e a pista fica indefesa. Bang! A voz está bem em baixo na mistura, quase ininteligível, o que não acontece em «No Control», mais ameaça: "House!" é repetido sempre com eco enquanto faz avançar os mesmos demónios. J.T.C. diz coisas que não se percebem bem, mas a imagem no rótulo do disco é a mais esfomeada. O título «Take 'em Off» faz o resto. Jack é assim: ou se sente ou não.

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quarta-feira, fevereiro 14, 2007
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Ming (9): Serge, Lux 16.02.2007



Imagem criada em Ink-And-Paper;
Texto adaptado da newsletter do Lux, Fevereiro 2007:

Serge, apenas, está no centro de demasiadas manobras interessantes a acontecer na Holanda há vários anos. Enquanto dono da Clone (loja, editora e distribuidora com base em Roterdão), montou uma estrutura semelhante ao que a Warp havia feito em Sheffield, Inglaterra, alguns anos antes. Tal como esta, a motivação e entusiasmo partiram da música de dança norte-americana que chegava a algumas lojas locais por importação. Olhando para as editoras holandesas que a Clone hoje em dia distribui, como a Crème, Bunker, Viewlexx, Marguerita, Frustrated Funk e outras, é notória a preservação de um espírito e som old school, europeu e norte-americano, o prolongamento de momentos chave na música electrónica como o despontar do Techno e House na segunda metade da década de 80, Italo Disco um pouco antes. A Clone começou a série Classics para tornar de novo disponível música que já não se encontra há muitos anos, mas Serge olha também para o futuro, e nos seus sets oferece a perspectiva de quem vive e respira com igual força de ambos os lados do Presente.

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sábado, fevereiro 10, 2007
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Frisky Dingo



Killface quer angariar dinheiro para acabar a construção do propulsor que levará a Terra a embater no Sol (ouçam as suas razões aqui). Xander Crews é o maior super-herói do mundo e precisa de arranjar novos inimigos para continuar a vender as suas próprias action figures. Treze episódios apenas, com 10 minutos cada, não chegaram para aguentar a dúvida para uma segunda temporada de «Frisky Dingo» na imprescindível Adult Swim. Mas foram os necessários para percebermos uma das maiores proezas de animação televisiva jamais feitas. Imaginação e nonsense fora deste mundo, vindo, não surpreendentemente, da mesma massa cinzenta dos criadores de «Sealab 2021» (2000). Mas «Frisky Dingo» vai muito, muito mais além, num festim quase asfixiante de golpes geniais de enredo (raríssimo ver narrativa contínua em animação), de construção de personagens (Killface mora num prédio de apartamentos com o seu filho), do detalhe sonoro (ambientes, vozes e música), num mundo demasiado reconhecível mas ao mesmo tempo totalmente improvável. É raro ver isto tudo a zunir de perfeição, mas «Frisky Dingo» é mesmo uma obra-prima total. Agora falta a segunda temporada e as action figures nas nossas prateleiras.

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sexta-feira, fevereiro 09, 2007
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PODCAST 009: Ming 02

Link directo aqui, alinhamento deste episódio aqui em baixo:

> Planet P Project «In The Forest» 1984
> Mother (F) «Welcome Aboard» 1981
> Map Of Africa «Freaky Ways (instrumental)» 2006
> Planet P Project «To Live Forever (Part 2)» 1984
> Kongas «Tatoo Woman»* 1977
> Creedence Clearwater Revival «Born On The Bayou»* 1969
> Pink Floyd «Young Lust»* 1979
> Savoir Faire «Paint It Black» 1981
> Sun Yama «Subterranean Homesick Blues» 1982
> Barry Waite «The Sting» 1974
> Orlando Riva Sound «Fire On The Water»* 19??
> Killing Joke «Brilliant» (excerpto) 1982
> GNR «Hardcore (1º Escalão)»** 1982
> Bombers «Shake» 1979
> Nobukazu Takemura «Taw» (excerpto) 1999
> Player (1) «A Menacing Glow In The Sky»* 1979
> The Flying Lizards «Portugal»* 1980
> Steve Hillage «Open»* 1979
> Humenry/Bavoux/Lecante/Anthonioz «Générique De Fin» 1977
> Peru «Continents» 1983
> Chugga «Theme For The Buck Rogers Light Rope Dance (500 Year Orbit)»
(excerpto) 1998

* edits: ME
** edits: ME (Halfcore)

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007
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PODCAST 008: Jack! 02

Jack era sentido na pista de dança e também na cabeça. A música era só espinha dorsal com músculo. As inúmeras variantes, desde então até aos dias de hoje, fazem sentido juntas. Crash Course In Science gravaram em Filadélfia cerca de 5 anos antes de Jack ter um nome, mas a reverberação metálica e a condução pela beatbox em «Cardboard Lamb» têm em si parte da semente da House. Para além de Disco, quem começou a produzir House e Techno em Chicago e Detroit ouvia ritmos feitos com máquinas. Omar-S, Noleian Reusse e Hieroglyphic Being são a geração seguinte, ou duas gerações acima. Link directo aqui, alinhamento deste episódio aqui em baixo:

> Add N To (X) «Voices 1» 1998
> Sweet Exorcist «Testthree» 1990
> Panash «Prang» 1996
> Omar-S + Shadow Ray «Oasis #9» 2005
> Noleian Reusse «Lovers Jak» 2005
> Discmen «My New Lightsabre» 1999
> Emmanuel Top «Reflex» 1996
> Hieroglyphic Being «Dreams De Illusionaries» 2005
> Mapstation «...Something Else Gets Heard» 2006
> Lisa Carbon Trio «Megawatt Acoustic Groovology» 1992
> Crash Course In Science «Cardboard Lamb»* 1981
> Various Artists «No.9» 1997
> (The Human League «The Dignity Of Labour» excerpto flexi-disc 1979)

*edits: ME («Cardboard»)

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Compras 08.02.2007

Indoor Life «Indoor Life» LP Celluloid 1981
Duas faixas daqui foram dos primeiros re-edits que fizemos em mini-disc, encurtando drasticamente «Voodoo» e «Gillmore Of The Fillmore». O disco era de um amigo, e depois de anos esquecidos, Indoor Life voltam à atenção com um edit de Betty Botox. Produção de Patrick Cowley, que participa também em sintetizador e percussão. Álbum entre a cena arty nova-iorquina, dub e poesia sonora, é quase música sem descrição: trombone, synths, percussão desconjuntada a aguentar o groove mesmo à justa e a voz de Jorge Socarras a seguir uma letra mas a improvisar totalmente o tom. Feito em São Francisco (Cowley era de lá), álbum bizarro, estranhamente atraente.
Michael Rother «Katzenmusik» LP Sky 1979
Os solos de Rother, neste álbum, não parecem muito diferentes de alguns momentos aborrecidos de Mike Oldfield, o que é um Não. Restos ténues de Neu! e a bateria de Jaki Liebezeit não são suficientes para levantar o disco do perímetro new age em que, num piscar de olhos, pode cair.
J.J. Cale «Troubadour» LP Shelter 1976
Anos e anos a fio desconfiado dos nomes tradicionais que apareciam nas listas dos 70s, durante muito tempo a década que simbolizava o passado porque era a mais próxima, do ponto de vista dos 80s. «Cocaine» no radar há algum tempo, mas duas outras faixas ultrapassam claramente o valor funk desta: «Travelin' Light» e «Ride Me High» são funk suave, nada nunca passa das marcas, o groove é minucioso, a voz - se se pode dizer isto de J.J. Cale - é sexy, e como terceira opção há «Let Me Do It To You», menos fulgurante mas com arranjos de guitarra-ritmo que enfeitiçam. respeito.
Armando Ferrante Jr. «Black Hole» LP RCA 1978
Referência apanhada num artigo sobre o Espaço no Disco, quando os sintetizadores começaram a ser utilizados para música de dança pela primeira vez em grande escala. «Black Hole» tem quatro faixas, três das quais funcionam como medleys que na verdade são pontes entre as partes originais. «Flash-O-Disc» referencia Flash Gordon e utiliza partes de «Also Sprach Zarathustra», do tema de «Star Wars» e da melodia principal de «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» (quando os humanos comunicam com os extraterrestres); «James Bond Jet Set» faz o mesmo com excertos de música de seis filmes de 007; em «Tarzan Disco King» ouve-se o grito de Tarzan na selva como nos filmes antigos. Todas estas faixas são mais ou menos unificadas por synths próximos de «I Feel Love» (editado um ano antes). O último tema, que conduziu a este disco, é «Me And... My Super Friends», beat cósmico mais lento, bons breaks, vozes em inglês com nítido sotaque brasileiro. Como muitos discos editados no Brasil, a inscrição na contra-capa lembra: Disco É Cultura.

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
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Compras 07.02.2007

Kraftwerk «Showroom Dummies» 12" Capitol 1978
Capa da era «Man Machine», do mesmo ano. Esta foi uma das inúmeras edições de Kraftwerk que combinavam temas de diferentes álbuns em épocas diferentes, dependendo do país de edição e da popularidade do grupo em dada altura. «Showroom Dummies» e «Europe Endless» são de «Trans-Europe Express» (1977), mas «Spacelab» (um dos melhores temas de Kraftwerk) já é de «Man Machine». Sem mais comentários, é tudo óptimo.
Duran Duran «DMM Mega Mixes» MLP EMI 1983
Raro. Night Versions de «Planet Earth», «Girls On Film» e «Save A Prayer» + Fame e «Khanada». Mini-álbum com masterização especial para clube.
Mike Oldfield «Guilty» 12" Virgin 1979
Faixa Disco de Mike Oldfield, favorita em casa desde os tempos de «Exposed» (álbum ao vivo de 79) mas só recentemente ouvida na versão de estúdio. Cortando alguns solos de guitarra e crescendos épicos, «Guilty» tem tudo para interessar quem gosta de Disco fora do centro, com coros sérios. Ouvida há tempos a 33rpm provavelmente em bumrocks.com. Vinil azul.
The Box «Old Style Drop Down» 12" Go! Discs 1983
Banda de Peter Hope (mais tarde gravaria com Richard H Kirk dos Cabaret Voltaire) e de vários ex-elementos de ClockDVA. Disco-punk feito em Sheffield, versão longa forte em dub, e «Momentum», a outra faixa, próxima de James White/Chance.

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quinta-feira, fevereiro 01, 2007
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Compras 01.02.2007

Rockers Revenge «Walkin' On Sunshine» 12" Metronome 1982
Edição alemã de um dos hits electro-funk que tornaram a cena mais visível. Greg Wilson fez um edit (oiçam em «Credit To The Edit Vol. 1») para esta produção de Arthur Baker de um original de Eddy Grant. Duas versões + a capella.
Kowalski «Schlagende Wetter» LP Virgin 1982
Não só o facto de aparecer conotado com Baldelli e Beppe Loda mas também a produção de Conny Plank foram factores para comprar o disco. Percebe-se imediatamente qual é a faixa cósmica aqui: «Ultradeterminanten», mas as partes sem voz são tão poucas que não se tira grande prazer de tudo. O álbum: rock industrial que, hoje, soa simultaneamente a Birthday Party, Neubauten e Rammstein mas irremediavelmente prejudicado pelo tom épico e pomposo das vocalizações em alemão.
Blue Öyster Cult «(Don't Fear) The Reaper» 12" CBS 1978
Edição em maxi comemorativa da tournée britânica de 1978, vale pela óptima canção-título pop/psych que ouvimos pela primeira vez em «Fragments Of Fear» de Quiet Village. Lado B FM a ignorar por completo.
Peter Brown «Crank It Up (Funk Town)» 12" T.K. Disco 1979
Logo em 77, Brown teve um êxito com «Do You Wanna Get Funky With Me». «Crank It Up» foi, parece, o segundo single de 12 polegadas, já totalmente formatado para Disco em versão longa e versão rádio, mas a verdadeira falta é a instrumental. Groove intenso, incrível, em crescendo, mas interrompido pela insistência na voz. Pena.
Savoir Faire «From Lovers... To Strangers» LP RCS 198?
Provavelmente de 1981, tal como o single «Paint It Black» que já mencionámos aqui. Raríssimo, quase zero referências a Savoir Faire na net, nada no Discogs, mas o potencial Santo Graal revela-se um flop gigante. Álbum terrível de versões, metade em tom reggae branco, outras demasiado cliché New Pop, salva-se precisamente «Paint It Black», original dos Stones aqui com sequenciação electrónica e um efeito na voz que torna a canção tão fora que fica boa! Edição portuguesa. Capa: Paulo Coelho.
Test Dept. «Compulsion» 12" Some Bizarre 1983
Primeiro maxi de Test Dept, a unidade industrial mais credível depois de Einstürzende Neubauten, até 87. Um lado produzido por Flood, outro por Kirk/Mallinder (Cabaret Voltaire), design da capa por Alan Fish (Hula). Muito de Sheffield num disco que retém hoje todo o poder da melhor EBM. Incrível.
Zodiac «Disco Alliance» LP Melodiya 1980
Edição soviética original, quinteto de "rock instrumental" (é assim que aparece na capa) baseado na Letónia, sete faixas, som maioritariamente reminiscente de alguns pioneiros como Jean-Jacques Perrey (lado mais... bem-disposto da electrónica) mas em 1980 com inclinações prog. Infelizmente a música é demasiado cómica para o seu próprio bem, mas há que respeitar «Pacific», tão Disco quanto possível, tema exótico óptimo, mas mais repsito ainda por Morgan Geist, que já tinha incluído a faixa em «Unclassics». A capa tem um desenho com versões futuristas das imagens do Zodíaco, com destaque para uma personagem que pinga água e que se assemelha ao Sr. Mistério.
Duran Duran «Planet Earth» 12" EMI 1981
Nada a dizer, realmente. Tem a Night Version.

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Entrevista: Todd Terje


Todd Terje: in the navy.

Falámos com 'Todd' Terje Olsen em 15.12.2006 para a newsletter do Lux. Esta é uma versão reduzida da conversa. Obrigado ao Lux.

Sais da Noruega com frequência, como DJ. É sempre bom regressar?
Na verdade sim. É sempre bom viajar mas nada supera a sensação de estar em Oslo.
Diz-se que és grande fã de pores-do-sol. Lembras-te onde assististe ao teu melhor de sempre?
Bom, provavelmente na TV. Gosto de pores-do-sol mas mais num sentido cliché de filme. Acho até que não vi assim tantos pores-do-sol incríveis, lamentavelmente.
Que é que gostas de fazer quando assistes a um?
Não sei, comer pipocas, beber uma cola. Normalmente é na TV, em séries antigas como «Dynasty» aparecem bastantes pores-do-sol. «Baywatch», conheces?
És relativamente jovem. Como é que que te interessaste por música que se calhar os teus pais ouviam?
Bem, como todos os miúdos a primeira coisa de que realmente gostei foi provavelmente Michael Jackson. Depois, com 13 anos gostava de música de dança comercial e toda aquela cena holandesa horrível, no fundo o que era popular com os miúdos na época, má música de dança... E então comecei a fazer música como essa, usando velhos gravadores e computadores, mesmo old school. Aprendi muito sobre como fazer música electrónica ao ouvir aquilo, mesmo que não prestasse para nada.
Apanhaste coisas dos teus pais?
Sim, provavelmente todas as coisas que ando a passar agora, tipo Demis Roussos, Chris Rea, não sei... A minha mãe ouvia sobretudo música religiosa, o meu pai ouvia Country e eu não gostava de Country, na época.
Ah, mas talvez um dia venhas a gostar.
Sim, algum Country é porreiro. Estou a virar-me mais e mais para esse lado, mas não gosto de Country 100% puro...
Pareces ter-te especializado na transfornação de nomes improváveis em ouro Disco, com Paul Simon ou Chris Rea. Como é que avalias os originais?
Varia. No caso do Paul Simon não gosto muito do original, mas as partes de onde tirei o meu edit são boas. E em relação à faixa do Chris Rea, «On The Beach», gosto da boa onda, o meu pai costumava tocar isso quando eu era puto, por isso... Não sou propriamente fã, mas as partes certas são funky, por isso é bom.
Reconheces imediatamente um potencial re-edit quando ouves uma má canção que tem partes boas?
Não sei, não sei porque faço tantos re-edits, não acho que tenha mais ouvido para re-edits do que qualquer pessoa, tenho é muito tempo nas mãos, por algum motivo... Não sei, às vezes é tipo "oh, esta bateria é óptima e este baixo soa mesmo bem, mas aquela parte horrível tem de sair", percebes, e começa-se a partir daí. Ou então faz-se ao contrário e isolam-se as partes que se quer usar, três compassos de bateria, dois compassos de baixo, e por aí fora.
Quanto tempo gastas à procura de música desconhecida?
Acho que já fiz mais isso, porque era difícil encontrar esse tipo de música, na altura. Mas agora é bastante fácil encontrar música óptima na internet, com as mixtapes e fóruns. E agora todos os êxitos Cósmicos foram redescobertos na internet.
Tens orgulho na tua colecção de discos, até agora?
Bem, outro dia pensei que se a minha casa ardesse com todos os meus discos lá, não seria uma crise. Se acontecesse há três anos estaria arrumado como DJ, mas agora consegue-se arranjar tanta música na internet...
Já vendeste discos da tua colecção?
Sim, costumava vender bastantes discos, mas eram mais clássicos Disco e coisas fáceis de arranjar que comprava barato. Ainda vendo, quando encontro um repetido barato tento sempre vendê-lo depois...
Vendes a amigos ou colocas no eBay?...
Costumava pôr discos no eBay mas só se soubesse que conseguia pelo menos 100 dólares por cada, por isso não muitas vezes.
Arrependes-te de algum que tenhas vendido e que agora seja difícil de arranjar?
Acho que não. Acho que gravei para o computador todos os discos de que precisava. Se puder escolher entre ter em vinil um tema que vale 400 dólares ou tê-lo como ficheiro wave, prefiro tocá-lo em CD. De qualquer modo, nunca seria capaz de tocar um disco de 400 dólares.
Estás mais ou menos no centro deste movimento a que chamam Baleárico ou Cósmico ou isso. Como é que sentiste a progressão para isso e o súbito interesse das pessoas por estes géneros de música?
Já sou DJ há muitos anos mas só depois de ter editado um disco é que comecei a ser requisitado assim. Não sinto que esteja no centro da cena Baleárica, é só a maneira como toco...
O que é Shari Vari?
É um clube que fazemos em Oslo. É só isso, por agora.
O nome está no MySpace. Que achas do MySpace?
É óptimo. Consome imenso tempo. É bom para fazer contactos mas até agora ainda não me deu contactos valiosos, isto é, é fácil dizer olá aos amigos e isso mas eu não estou a usá-lo para trocas profissionais de música ou contactos. É mais uma cena de amigos.
E ajuda a combinar festas com amigos? És uma pessoa festiva?
Saio todos os fins-de-semana, mas não me desgraço, não tomo drogas, nada disso. Mesmo assim, preciso da minha cerveja e Disco todos os fins-de-semana. Bem, durante as últimas semanas estive a estudar para os meus exames. Leio a semana toda, acho que mereço uma pausa, por isso tenho saído bastante nestas últimas semanas.
Que é que estás a estudar?
Física.
Como é que chegaste lá?
Comecei por estudar música mas as aulas eram tão incrivelmente más que tive de tomar uma posição em relação à forma como quero estar na vida. Quero um emprego. Gostaria de seguir uma carreira como DJ ou produtor, pelo menos tentar durante alguns anos, mas nunca dependeria disso, isso seria estupidez. Por isso, quando não conseguir mais datas como DJ posso regressar à Física Quântica ou assim, percebes, arranjar um emprego.
Consideras mesmo a sério a hipótese de trabalhar nessa área, então.
Claro, não conseguiria ser DJ com 50 anos. Bem, até conseguiria mas...
O Kevorkian faz isso.
Sim, mas ele é um velho rabugento. Não quero ser como o Kevorkian.
Que área da Física é que te entusiasma mais? Falaste da Física Quântica...
Bem, porque fiz um exame há poucos dias. Não sei que especialização me interessa mais. Mecânica clássica é a mais entusiasmante, penso eu, porque é difícil relacionarmo-nos com a Física Quântica, não existe propriamente na vida real. Bom, existe, mas não se consegue realmente observá-la.
Quando tens amigos estrangeiros a visitar-te em Oslo, de que é que te orgulhas mais na tua cidade?
Tenho amigos cá agora e não consigo pensar numa única coisa de que me orgulhe. É uma cidade óptima mas não consigo identificar exactamente porquê. Não temos assim nada para mostrar... mas tem uma atmosfera amigável. Não há muito a acontecer, só algumas festas, o que é uma pena, a cena de clubes quase não existe, aqui.
Estás satisfeito com a Supreme, até agora, com todo o interesse que há pela editora?
Primeiro que tudo tenho de dizer que a editora não é minha, apenas lancei uma data de edits através dela, mas sim! Os primeiros maxis soam um pouco estranhos, mas depois disso a qualidade do som e a prensagem são... Gosto muito, e ainda por cima faço o que quero, basicamente.
Quem é que mais respeitas na música, hoje em dia?
Pessoas que se atrevem a fazer coisas diferentes, pessoas que tentam fazer algo novo mas ainda assim prático. Isto é, existe muita gente a fazer música nova e experimental mas que não tem ideia de como resulta na pista de dança, e eu respeito imenso pessoas que têm sensibilidade para ambas as coisas, pista de dança e, não sei, cenas cósmicas. É preciso um pouco de ambas. Não respeito, por exemplo, electro-house chato, aquelas coisas que saem da Alemanha, todas as faixas soam iguais, mas se misturares isso com influências cósmicas mais estranhas, o resultado pode ser bom.
Ouves muita música em casa?
Na verdade não, porque o meu sistema de som não é grande coisa. Ouço como DJ, ouço singles, é chato, já tentei mudar, comprar um leitor de CD, mas tenho muito a cena de DJ em casa, ponho maxis e ouço um após outro. Isso não é bem ouvir música, penso eu, é apenas pesquisar temas que vais tocar mais tarde.
E quem é que gostas mais de ouvir?
Maurice Fulton. As últimas coisas que ele tem feito são realmente impressionantes e inovadoras. Se pudesse acrescentar uns pozinhos de Maurice Fulton às minhas produções, seria um homem feliz.
Já tentaste contactá-lo para remisturas ou assim?
Não, nem por isso, mas também não sou esse tipo de pessoa. Não tento ter um pouco de Maurice Fulton na minha vida perguntando por uma remistura, acho mais valioso ouvir as suas produções e tentar aprender. Há tantas editoras que tentam comprar um nome só porque contratam uma estrela para remisturas. Não é dessa maneira que gosto de fazer as coisas.

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