major eléctrico


quinta-feira, fevereiro 08, 2007
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Compras 08.02.2007

Indoor Life «Indoor Life» LP Celluloid 1981
Duas faixas daqui foram dos primeiros re-edits que fizemos em mini-disc, encurtando drasticamente «Voodoo» e «Gillmore Of The Fillmore». O disco era de um amigo, e depois de anos esquecidos, Indoor Life voltam à atenção com um edit de Betty Botox. Produção de Patrick Cowley, que participa também em sintetizador e percussão. Álbum entre a cena arty nova-iorquina, dub e poesia sonora, é quase música sem descrição: trombone, synths, percussão desconjuntada a aguentar o groove mesmo à justa e a voz de Jorge Socarras a seguir uma letra mas a improvisar totalmente o tom. Feito em São Francisco (Cowley era de lá), álbum bizarro, estranhamente atraente.
Michael Rother «Katzenmusik» LP Sky 1979
Os solos de Rother, neste álbum, não parecem muito diferentes de alguns momentos aborrecidos de Mike Oldfield, o que é um Não. Restos ténues de Neu! e a bateria de Jaki Liebezeit não são suficientes para levantar o disco do perímetro new age em que, num piscar de olhos, pode cair.
J.J. Cale «Troubadour» LP Shelter 1976
Anos e anos a fio desconfiado dos nomes tradicionais que apareciam nas listas dos 70s, durante muito tempo a década que simbolizava o passado porque era a mais próxima, do ponto de vista dos 80s. «Cocaine» no radar há algum tempo, mas duas outras faixas ultrapassam claramente o valor funk desta: «Travelin' Light» e «Ride Me High» são funk suave, nada nunca passa das marcas, o groove é minucioso, a voz - se se pode dizer isto de J.J. Cale - é sexy, e como terceira opção há «Let Me Do It To You», menos fulgurante mas com arranjos de guitarra-ritmo que enfeitiçam. respeito.
Armando Ferrante Jr. «Black Hole» LP RCA 1978
Referência apanhada num artigo sobre o Espaço no Disco, quando os sintetizadores começaram a ser utilizados para música de dança pela primeira vez em grande escala. «Black Hole» tem quatro faixas, três das quais funcionam como medleys que na verdade são pontes entre as partes originais. «Flash-O-Disc» referencia Flash Gordon e utiliza partes de «Also Sprach Zarathustra», do tema de «Star Wars» e da melodia principal de «Encontros Imediatos do Terceiro Grau» (quando os humanos comunicam com os extraterrestres); «James Bond Jet Set» faz o mesmo com excertos de música de seis filmes de 007; em «Tarzan Disco King» ouve-se o grito de Tarzan na selva como nos filmes antigos. Todas estas faixas são mais ou menos unificadas por synths próximos de «I Feel Love» (editado um ano antes). O último tema, que conduziu a este disco, é «Me And... My Super Friends», beat cósmico mais lento, bons breaks, vozes em inglês com nítido sotaque brasileiro. Como muitos discos editados no Brasil, a inscrição na contra-capa lembra: Disco É Cultura.




2 Comentários:

em 2:06 da tarde, Blogger Shumway disse...

Armando Ferrante Jr. - isso é mesmo surreal. Grande descoberta.

 
em 12:02 da manhã, Blogger ME disse...

Especialmente porque não se imaginam estas coisas a serem feitas no Brasil, embora haja de certeza quem consegue descobrir cenas bem mais estranhas...

 

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