major eléctrico


sábado, dezembro 08, 2007
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Compras 07.12.2007

Hot Blood «Disco Dracula» LP Dynamo 1977
Dois anos sólidos até conseguir chegar a isto, depois de ouvir «Soul Dracula» na primeira «Mixed With Blood» de Quiet Village. Tema: Drácula, sempre irresistível. O lado B é um medley típico em álbuns disco da época, muito uptempo e genérico para se pensar duas vezes, mas lado A, para além de «Soul Dracula» e do cocktail lounge de «Even Vampires Fall In Love», tem «Sex Me». Ainda mais irresistível: sexo e vampiros. O tema junta uma voz estereotipada tipo Vincent Price em «Thriller» a um beat cósmico, lento, e gemidos no ponto certo. Vale tudo e vale para tudo: Halloween, Páscoa, Natal, noites frias e quentes.
Rolf Trostel «Der Prophet» LP Uniton 1982
A faixa título é um standard em sets cósmicos, um filme de John Carpenter em potência, 9 minutos e 42, a mais longa do álbum quase todo lento e quase nada cheesy, raro no género e na época. «Digital Track» podia ser título de Omar-S e, com «New Age Of Intelligence», puxadas a 45 rpm são OUTRA coisa e muito possíveis, nenhum som trai as rotações erradas! Bingo.
Vangelis «Invisible Connections» Lp Deutsche Grammophon 1985
Em plena era industrial (fim dos 80s) ouvia falar de um álbum de Vangelis que nada tinha a ver com o resto da sua discografia (uma parte mais tolerável que outra), ainda por cima na Deutsche Grammophon. E creio que Jorge Lima Barreto mencionava o LP num dos seus livros. Três faixas com títulos meio cyberpunk: «Invisible Connections», 18 minutos, «Atom Blaster», 7 minutos e «Thermo Vision», 13 minutos, quase funcionam como uma só. Ambiente muito depurado mais próximo dos silêncios da música concreta do que da pompa de outros discos do compositor grego. Lembra também Brume, um dos projectos mais consequentes na década de 80 na fronteira entre improvisação e música industrial.
Atom Heart/Synectics «Delirium 12» 12" Delirium 1994
Mais um passo para a discografia completa de Atom Heart. Maxi na Delirium, parte do eixo techno de Frankfurt que agitou a primeira metade dos anos 90, a meias com Synectics. O lado de Atom Heart soa a meio (até cronologicamente) entre a sua produção mais acid techno e as edições posteriores na Rather Interesting. Nada acontece abaixo das 130 BPMs. «Cluster Edit» tem a psicadelia tão cara a A. Heart mas é cool e, em rotações mais lentas, também deep e afável : ) Synectics baixam das 130 em «Aural Approach» mas os ângulos são mais aguçados. Podia ser A. Heart se no Discogs não aparecessem os nomes deles.