major eléctrico


domingo, julho 22, 2007
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New School (12)

Mais um set com, maioritariamente, os nomes de sempre. Raramente desiludem, é por isso.
Reggie Dokes «The Kemetic EP» 12" Psychostasia 2004
Já por aí há algum tempo, grooves lentos, muito lentos (mas 33rpm é o certo), um toque de MIDI, piano, flauta e synths Detroit. Parece feio? Não. Só é preciso deixar a hipnose fazer tudo por nós. House. Dois temas, «The Morning Sun» é a pérola.
Hieroglyphic Being «Guidance/Direction EP» 12" Apnea 2007
Numa editora espanhola de minimal alemão para a qual normalmente não se olha com atenção (é mais uma), mas respeito por terem convidado Jamal Moss para o seu catálogo. A sério, este maxi faz eclipsar tudo o resto que a editora já lançou. Mais limpo do que a generalidade das produções de HB, isto é, melhor som. Demasiado bom.
Villan X/2 AM FM «Heartbeat Crazy/Don't Front» 12" Nation 2007
Villan X é Traxx, o dono da coisa. O seu lado parece Klinik vintage, orgia de caixa-de-ritmos, até a voz meio afectada recorda esses tempos; o lado de 2 AM FM (Tadd Mulinix + D'Marc Cantu) diz "Sick of this shit", jack com voz robótica, incrível jam old-school SÓ para aficionados. Nação jack no Presente!
Keith Worthy «Shelovesmenot» 12" Aesthetic Audio 2007
Segundo maxi, Worthy é deep! Ambiente completo, ritmo, melodia, camadas, como uma consola de jogos auto-suficiente que não precisa de periféricos para fabricar o mundo. Calma, espaço para contemplar e ouvir, e o suor enquanto se dança evapora-se antes de pingar no chão - o disco não é assim TÃO esotérico, mas deixa tudo perfeito à volta. Meu deus.
V/A «Underground Anthems Vol. 1» 12" Sistrum 2007
Tem toda a gente: KSoul + Ra.H, Keith Worthy e Patrice Scott. Worthy aqui vai mais longe, «Deep For Dayz» faz imaginar uma trip de dias seguidos, sem sair das alturas. Meio ácido, mas calmo. Scott é o mais vendido, «Do You Feel Me» tem muitas regras do livro mas o bleep das teclas desarma sempre. É o que soa mais normal e próximo do centro, e tem toda a facilidade em fazer brilhar o que se ponha a seguir, num set. Não chega a lado nenhum, é antes uma viagem para. KSoul + Ra.H dão outra imagem de Itália. Teclas e sentimento, groove hipnótico, ritmo com pequenos nadas a aparecerem para manter tudo vivo.
Theo Parrish «Sound Sculptures Vol. 1» 3xLP Sound Signature 2007
Mesmo quando a voz ameaça deixar as coisas do lado errado, só temos de prestar atenção ao eco à sua volta e à vida complicada por baixo para se saber que o disco é freaky, longe da reverência limpa que outros exibem perante o jazz e a soul. Reparem como Theo marca o seu próprio compasso em «Twisted Friskie Biscuits» (parece que está a fazer tudo com as mãos). «Galactic Ancestors» é a viagem espacial certificada, no disco. Ritmo seco e sozinho abre caminho, lentamente, para jazz astral metronómico. «Synthetic Flemm» é o lado jack como tinhamos ouvido em T.O.M. Project (arranjem isso, por amor de deus). São só os highlights.
Omar-S feat. Theo Parrish «(008)» 12" FXHE 2007
No rótulo vem escrito The Grand Son Of Detroit Techno talvez para Omar, mas pode ser Theo. A segunda vez que ouvimos os dois juntos (T.O.M. Project foi a primeira), é sempre escuro e estranho. Beat house, claro, mas e o resto? Warp sem as estrelas, só os cometas a passar e o medo de baterem em nós.
Oasis (Omar-S + Shadow Ray) «Thirteen/Two/Eight» 12" FXHE 2007
«Thirteen» é das cenas house mais simples que Omar tem produzido, beat + groove eficazes; «Two» é o tema fora de tempo (batida incerta, ouvida casualmente), o desafio para quem espera só house certo. «Eight» é um tapete ambiental com linha de baixo, faz abrir as nuvens especialmente quando não se põe um beat por baixo.
Chris Moss Acid «London's Calling EP» 12" Mathematics 2007
Mesma linhagem inglesa do acid de Luke Vibert ou Aphex e outros, deixa pouca marca porque já foi tudo ouvido, mas «Niacin's Touch» tem tudo tão justo e bem colocado, o nível de emoção é mesmo certo, suficiente ambiente e memória para ser, assim logo, um dos temas ácidos do ano.
Morphosis «Dark Myths Of Phoenecia Pt.1» 12" Morphine 2007
Morphosis é o libanês tornado italiano Ra.H. Pura classe, na sua própria editora dedicada à preservação do fulgor original house e techno. Duas faixas profundas e dramáticas com apenas a mais ténue ligação ao actual minimal. Para habitar, mais do que analisar.

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quinta-feira, julho 12, 2007
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Sexta-Feira 13



SEXTA-FEIRA 13.07.2007
21h30
Avenida da Liberdade
#211, 1º andar

Caveira
Tropa Macaca
Manuel Mota + Margarida Garcia
David Maranha
Pedro Boavida + André Gonçalves
Gala Drop
António Contador + Calhau!
One Might Add
Stellar (NL)
Riff Drivel (NL)
Ernesto Rodrigues + Guilherme Rodrigues + Carlos Santos
Alfredo Costa Monteiro
e
Frango

Caveira tocam o segundo concerto em Lisboa desde que se passaram a
apresentar em formato duo, rudebwoy.
Tropa Macaca acabaram de lançar a sua primeira inscrição na história
da discografia nacional, com 'Marfim' na Ruby Red. IIIAAAAOU.
Manuel Mota e Margarida Garcia, duo de raras apresentações ao vivo,
mas sempre com performance de excepção. Um disparate não tocarem mais
vezes só um com o outro.
David Maranha prepara-se para conquistar o universo com 'Marches of
the New World' pela Grain of Sound.
Pedro Boavida, dos nossos emigrantes favoritos, regressa aos concertos
na tuga com o André Gonçalves. Sho nuff.
Gala Drop, bushmen yoga, a oferecer dubificações de expressão
contemporânea O-R-I-G-I-N-A-L, na formação de Tiago Miranda, Nelson
Gomes e Afonso Simões.
António Contador, outro emigra próximo dos nossos corações, volta por
uns tempos à lisa para se encontrar com os manos nortenhos Calhau!.
Gente fora e inteligente com piada. Dá pra acreditar?
One Might Add a refinar continuamente o beat e o subgrave. Desde que
ouviram os versos 'ratazanas não podem ter beefs com rosas/tu
cresceste no jardim eu cresci na badjoca' as pistas nacionais nunca
mais foram as mesmas. Preparem-se para tomar shots, niggas.
Stellar e Riff Drivel são amigos holandeses do Afonso. Deve ser bom,
bazem curtir.
Convidámos o Ernesto Rodrigues para apresentar uma formação e ele vai
trazer o filho Guilherme Rodrigues e o laptópico Carlos Santos, para
um all-star jam da Creative Sources. BOOYA.
Alfredo Costa Monteiro, pesquisador sonoro tuga de referência, a fazer
som de prestígio desde os 90s, residente em Barcelona, vem à capital
sem medo de ser feliz.
Frango em representação da outra margem, fresquinhos de perderem
demasiadas horas de sono a trabalharem demais no out.fest, em mais uma
edição para a história. As recentes pfomanses têm sido o contexto
perfeito pra quem gosta de coçar a barba e pensar em coisas profundas.
Gente gira, tragam respeito.

Quantia módica de 5€ ainda dá acesso a uma banca de discos massiva com a presença da Flur, Ruby Red, Searching Records, Headlights Recordings, Creative Sources e Rafflesia, bem como algumas edições de autor e cenas em 2ª mão.
Dois bónus muito particulares ainda, com Sir Barrilaro Ruas à porta nos deveres de anfitrião, e o grande Zeca, o nosso melómano favorito, com a sua própria sala, onde qualquer presente poderá ouvir as melhores jams kraut/psych/garage/contemporânea/mamadice que ele esteja numa de ouvir, e beber uma mini com o rei desta cidade no que a som diz respeito. Já se ouvem tão poucos discos em grupo, está na altura desse ritual social-espiritual voltar em grande, e o Zeca é o cidadão certo para a tarefa.

(c) Pedro Gomes

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terça-feira, julho 10, 2007
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PODCAST 011: Ming 04

Tentar sempre aproveitar o máximo de ambientes 'nocturnos', especialmente interessantes em discos cujo resto pouco tem a ver com isso (Meat Beat Manifesto, Eberhard Schoener, Droids. p ex); termina neste podcast a trilogia Suzi Quatro, com a terceira canção incrível do seu álbum de estreia em 1973; Bubblemen eram os Love And Rockets, como imediatamente reconhece quem ouviu a voz de Daniel Ash; os edits continuam a dar muito gozo na perspectiva de reduzir os temas em vez de esticar; nada foi gravado ou misturado em computador excepto a voz de Major Eléctrico.
Link directo aqui, alinhamento deste episódio aqui em baixo:

They Came At Night

> Meat Beat Manifesto «Give Your Body Its Freedom» (intro) 1988
> Mike Oldfield «Bad News» 1984
> Planet Patrol «What I See (Part 2)» 1984
> Bubblemen «The Bubblemen Are Coming!» (exc.) 1988
> Eberhard Schoener «Night Bound City» 1978
> Meat Beat Manifesto «Give Your Body Its Freedom» (exc.) 1988
> Droids «Interspace» 1977
> Michel Jourdan «A La Rencontre De Mars» 19??
> Cabaret Voltaire «Talkover»* 1978
> Thomas Dolby «Therapy/Growth» 1981
> Supreme Indifference «A LIck In Time» 200?
> Purr «The Kiss» 1990
> Lori and The Chameleons «Touch» (33rpm) 1979
> Suzi Quatro «Primitive Love» 1973
> Sisters Of Mercy «Phantom» 1983
> Shock «R.E.R.B.» 1980
> Fashion «Mutant Dance Move» 1981
> The Warlord «I Shall Return» 1979
> Sarah Dash «Low Down Dirty Rhythm»* 1983
> The Force Dimension «Algorythm (Cocktail-mix)» 1990
> Hipnosis «End Title (Blade Runner)»* 1983
> Public Image LTD «Religion I» 1978
> Combo Satori «Enlightenment» 1979
> Patrick Cowley «They Came At Night»* 1982

*edits: ME

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segunda-feira, julho 09, 2007
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Saídas #09.07.2007

TINARIWEN: São Jorge, 05.07.2007
Teria sido interessante ouvir Tinariwen em pleno Super Bock Super Rock - uma realidade em muitos festivais rock mais... alternativos -, assim, não houve hipótese de não adiar Interpol para Novembro e testar o melhor blues de África no cinema São Jorge. Não foi optimismo esperar um concerto perfeito: a música parece brotar espontaneamente, não se sabe bem de onde, com assombrosa naturalidade. Sente-se isso nos discos, sente-se isso ao vivo; é a sua impressão digital, um chamamento primordial. Pena que o fenómeno de excitação colectiva, demasiado típico em acontecimentos 'world', consiga levar à loucura quem apenas quer usufruiur a música sem se preocupar em manifestar a sua histeria. Bater palmas sincopadas ao longo das canções terá que ser a pior invenção de apreço de sempre, logo após a onda mexicana.
TV ON THE RADIO: Super Bock Super Rock, 05.07.2007
Não foi o concerto de sonho, mas foi competente, num palco que ainda escondia o Sol fim de tarde. Apesar das vozes nunca estarem verdadeiramente expostas (pelo menos, no local do público onde estava), ficou provado que acima de tudo valem as extraordinárias canções dos seus álbuns, com um público sabedor que ajudou a tornar tudo um pouco mais celebratório.
THE GOSSIP: Super Bock Super Rock, 05.07.2007
Nada de novo ou excitante se passa com os Gossip, se excluirmos a excessiva presença de Beth Ditto. Ver o trio sozinho num palco daquela dimensão foi atirá-lo para um anátema da própria existência. Ainda assim, percebe-se que a coisa poderá acender alguns rastilhos em ambientes controlados.
LCD SOUNDSYSTEM: Super Bock Super Rock, 04.07.2007
Percebendo a formação meticulosa com que os LCD se agrupam em palco, compreende-se que são um cosmos muito particular, uma máquina que funciona em qualquer circunstância, impossível de dar um mau concerto. Do lote do SBSR assistido, foi de longe o melhor concerto.
JESUS AND MARY CHAIN: Super Bock Super Rock, 04.07.2007
Fora de tempo, fora de espaço, fora de tudo: Jesus foram entalados entre os novos, sem perceberem que não basta a música que fizeram ser considerada clássica para se conquistar um público. Um erro de casting que aparece ampliado pela dimensão do palco (e da pouca audiência).
ARCADE FIRE: Super Bock Super Rock, 03.07.2007
Não sendo fã, como se pode encarar um concerto onde ficam à vista um sem número de malabarismos sonoros colectivos em permanente citação em loop que mais não fazem do que oferecer a todos aquilo que todos esperam? Chato e previsível após duas canções, o número mínimo para se notarem os tais pontos de comparação.

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domingo, julho 08, 2007
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Ontem

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sábado, julho 07, 2007
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Hoje



Boredoms, em concerto único, hoje, dia 7 do 7 de 07, com os seguintes 74 convidados:

1) Hisham Bharoocha (Soft Circle/Pixeltan)
2) Tim Dewit (Gang Gang Dance)
3) Brian Chippendale (Lightning Bolt)
4) Dave Nuss (No Neck Blues Band/Under Satans Sun)
5) Jaiko Suzuki (Electro Putas)
6) Jesse Lee (White Magic)
7) Ryan Sawyer (Tall Firs/Stars Like Fleas)
8) Kid Millions (Oneida)
9) Andy McLeod (Howling Hex/Modest Mouse)
10) Aaron Moore
11) Robin Easton
+
12) Sara Lund (Unwound)
13) Jim Black
14) Andrew W.K.
15) Butchy Fuego (Pit Er Pat)
16) Miggie (Blood On The Wall)
17) Brian Tamborello (Psychic Ills)
18) Andee Connors (A Minor Forest/Lumen)
19) John Moloney (Sunburned Hand of the Man)
20) Taylor Richardson (Sunburned Hand of the Man)
21) Chris Millstein
22) Abby Portner (First Nation)
23) Aviram Cohen (Soiled Mattress and The Springs)
24) Allison Busch (Awesome Color)
25) Warren Huegel (Tussle)
26) Nathan Corbin (Excepter)
27) Clare Amory
28) Jonathan Lockie (Sightings)
29) Josh Bonati (Aa)
30) Nadav Havusha (Aa)
31) Aron Wahl (Aa)
32) Jeffrey Salane (Panthers)
33) Jim Sykes
34) David Aron (Koi Pond)
35) Michael Catano
36) Spencer Herbst (Matta Lama)
37) Jim Siegel (Cul De Sac and Damo Suzuki)
38) Mike Pride (MDC, FUSHITSUSHA, John Zorn, Otomo Yoshihide)
39) Nick DeCarmine
40) Marianne Kozlowski (The Punks)
41) Than Luu (M. Ward)
42) Dave Bergander (Celebration)
43) Michael Evans (God Is My Co-Pilot)
44) Andrya Ambro
45) Justin DeRosa
46) Hart Mingus (Negative Approach)
47) matthias schulz (Enon/Holy Fuck)
48) Josh Madell (Antietam, Other Music)
49) Matt (No Neck Blues Band)
50) Jim Abramson (Dymaxion)
51) Oran Canfield (Child Abuse)
52) Adriana Magaña (Crash Worship)
53) Keith Connolly (No Neck Blues Band)
54) Travis Harrison
55) Jared Barron
56) Jason Kourkounis (Delta 72/Hot Snakes)
57) Eric Cohen (Caroliner)
58) Daniel Franz (Arbouretum)
59) Christopher Brokaw (Codeine)
60) Jared Burak (Wet Cement)
61) Christopher Powell (Icy Demons/Man Man)
62) Sadie Laska (I.U.D.)
63) Pete Vogl (Koi Pond)
64) Barbara Schauwecker
65) AJ Edminson (Favourite Sons)
66) David Grubbs
67) John McSwain (VICE)
68) Dave Abramson (Climax Golden Twins)
69) Alan Licht
70) Rick Prior
71) Kayrock
72) Dave LeBleu (Prefuse 73/Mercury Program)
73) Lizzy Bougatsos (Gang Gang Dance)
74) Alianna Kalaba (We Ragazzi)

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