major eléctrico


terça-feira, fevereiro 21, 2006
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Música na Twilight Zone: Flux


Punk + Dub nunca foi estranho quando John Lydon juntava as duas coisas ainda antes de os 80's começarem. Flux Of Pink Indians faziam parte da mesma linhagem anarco-punk dos Crass, realmente dedicados a tentar uma vida mais justa e mais limpa. Editaram dois álbuns, o último dos quais (1984) banido das lojas: «The Fucking Cunts Treat Us Like Pricks», sobre violência doméstica. Depois mudam o nome apenas para Flux e o resultado é um único álbum, «Uncarved Block», em 86, na História também como a primeira edição da One Little Indian, editora fundada pelo baixista Derek Birkett (produziu os Sugarcubes para a sua editora). Com Adrian Sherwood e Style Scott no álbum não é complicado imaginar algo em dub, embora este seja aparente nos efeitos e não na tentativa de FAZER dub. Tribal, funk e electrónico em medidas iguais, imaginativo, pop e relevante, «Uncarved Block» foi das minhas compras mais especiais e intuitivas, ainda na Contraverso. Talvez a capa repleta de logotipos corporativos tenha ajudado: Hitachi, Philips, Visa, Harrods, Mobil, etc etc, mas também Solidarnosc. Ainda disponível no site da editora.
Difícil encontrar com a capa original, no entanto.

Na colecção ME:
«Uncarved Block» LP One Little Indian 1986

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quarta-feira, fevereiro 15, 2006
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Lego: Foundrydx


Andámos a hesitar porque cada set custava bem caro, o máximo que conseguimos foi encomendar 2 CD's com instruções e esperar que na nossa colecção de Lego existissem peças suficientes para todas as articulações que estes droids têm. Tinhamos para algumas, não todas, e mesmo assim ficava tudo com cores diferentes. Em resumo: Sun Yun começou a construir coisas em Lego em 1983. Depois, em 84 e 85, ainda puto, ficou vidrado em robôs gigantes (cena japonesa). Já adulto, tinha peças e conhecimento suficientes para fazer Lego + Robôs na mesma coisa. O resultado foram criações incríveis, como a Lego oficial nunca sonhou, detalhadas ao pormenor e customizadas a preceito, a maioria com mais de 30 cm de altura (vejam a escala aqui) e articulações super afinadas que permitiam poses próprias de action figure e nunca vistas em Lego (por exemplo: Eva Unit 03).
As fotografias são todas óptimas, e o site explica até como as encenar e também técnicas básicas para construir articulações para as peças.
4 anos depois, tudo esgotado no site, claro.
+ foundrydx

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Marvel Comics: capas


A chamada Idade De Prata da Marvel terá englobado as décadas de 50, 60 e 70, mas quem precisa de detalhe pode escolher os anos exactos. As décadas de 60 e 70 estão especialmente bem documentadas aqui, embora o mesmo site tenha em arquivo capas de outros anos. O cruzamento entre realidades era uma das principais portas de entrada para a Marvel, pensar que era possível assistir a outras realidades a acontecer em simultâneo. As capas com o traço de Steve Ditko, Sal Buscema e outros tornaram-se objectos apetecíveis que vivem perfeitamente independentes do conteúdo das revistas. Os momentos dramáticos capturados nas capas contêm muitas vezes toda a acção a que queremos assistir.

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terça-feira, fevereiro 14, 2006
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Bunker


A intensidade quase gótica do visual totalitário da Bunker ajuda a definir o clima da editora. Legowelt, também intenso, acrescenta drama colonial com coisas tipo «Heart of Darkness» (Joseph Conrad) em «Beyond The Congo». A compilação «Stalingrad» está mais perto ainda do perigo (a faixa de Rude 66 no volume 1 é pura guerra psicológica com squelch ácido brilhante!) e a maturidade old-school da editora é credível, desejada e satisfaz melhor o lado negro que outros só exploram na música. Na série Robot Dystopia parece tudo feito à mão, como dantes, e não se percebe mesmo se Salamandos é uma cena antiga ou de agora. O mesmo com Chicago Shags. Economia nas capas: de papel preto e com uma fotocópia a p&b com a informação. Óptimo.
Sendex, em «Exposure», faz Chicago como Larry Heard, emocionante,
Filter Fedde soam a Unit Moebius e Starfish Pool em 1995 (repetimos: tudo à mão)
e sairam três mini-álbuns ao mesmo tempo.
John Carpenter e Dopplereffekt assombram a maioria das outras edições na Bunker.
Não deixa ninguém bem-disposto se não gostar das descrições:
a) "Full-length albums with deep coma acid and manic mantra music, a black ritual death trip like 808STATE's 'newbuild'"
b) "It's the return to dark bassments full with smoke and strobe light and sweat on the walls... pretty much the only way to have a party isn't it?"

Para já, na colecção ME:
The Chicago Shags «The Chicago Shags» MLP 2005
Filter Fedde «#2» MLP 2005
Filter Fedde «#3» MLP 2005
Salamandos «Master Of House» 12" 2005
Sendex «Exposure» MLP 2003
V/A «Stalingrad Vol.1» LP 2005

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Música na Twilight Zone: Hole


"Specialization is for insects, it's not breaking down, it's breaking through" é o que se ouve em «Breaking The Circuit» dos Hole (mini-álbum «Other Tongues Other Flesh»). Não tendo um significado muito aparente, a frase ficou na cabeça, especialmente a segunda parte, particularmente importante num período de experiências em anos posteriores. O disco é de 88 mas a frase só ficou ACTIVA em 94.
Hole era o projecto de John Everall, que depois gravou também como Mesh,
Spacemarker, Tactile, Multicide, gravou com Mick Harris e os Nocturnal
Emissions e escreveu na defunta revista Music From The Empty Quarter. O seu espaço na revista era sobre, digamos, novo rock industrial, o avant rock e outer limits da Wire de hoje. A editora de Hole, Eyas Media, foi fundada por Patrick O'Kill, ex-Death In June e mente dos Sixth Comm e Mother Destruction. A polaridade esotérica disto tudo era forte e o primeiro disco dos Hole está cheio de pequenos pormenores ocultos.
O segundo e último disco, «Dyskinesia», é o sonho molhado cyberpunk para o
ouvinte de 1989: voz, temática, beats, profundidade de campo. Ambos os
discos sobrevivem mal ao tempo, mas «Dyskinesia» mantém o aspecto de futuro cinzento que parecia tão visível no artigo de Mark Dery sobre Cyberpunk para a revista Keyboard, publicado no mesmo ano e onde, é óbvio, os Hole seriam demasiado obscuros para figurar sequer ao lado de Skinny Puppy, Ministry ou Front 242.
Na colecção ME:
«Other Tongues Other Flesh» MLP Eyas Media 1988
«Dyskinesia» 12" Eyas Media 1989

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quinta-feira, fevereiro 09, 2006
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Livros

2 livros Rock em 2004:
«Mainlines, Blood Feasts and Bad Taste»
> Lester Bangs (editado por John Morthland)
«England's Hidden Reverse, A Secret History of the Esoteric Underground»
> David Keenan

2 livros Disco em 2005:
«Turn The Beat Around, the Secret History Of Disco»
> Peter Shapiro
«Love Saves The Day, a history of american dance music culture, 1970-1979»
> Tim Lawrence

1 livro Hip Hop para 2006:
«Can't Stop Won't Stop, a history of the Hip-Hop Generation»
Jeff Chang

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(Nota 0.3)

Considered for many the perpetual "good guy" of Portugal, Peter G started his career twelve years ago, by the edges of the Douro river.
Seeing David Morales and Erick Morillo performances awake up in him the impetus of wanting more and better... from djing to production was an instant. Jointly with Mister M, his partner for eight years, it launched, in April of 2002, his first single, released for Sondos (label belonging to Subliminal Records), intitled "Beat Back", having received excellent criticize from the magazines of the specialty.
Beyond the fact that he was in the good way, the personal accomplishment was more than much, once that the Subliminal Records belongs to Erick Morillo, one of his icons, and his second record, intitled "Be the One" was also released by Sondos, having reached the top ten of the most appraised sites of dance music world-wide such as the Tune inn records; Mem records; Plasticfantastik, etc... the dies were launched!
Accustomed to play with the best dj's of the world, Peter G, in any moment is intimidated for sharing the booth with names as Erick Morillo, Deep Dish, Bob Sinclair, Masters at Work, Frankie Knuckles, Roger Sanchez, and many others, being one of the Portuguese dj's that most play with international guests in Portugal.
Internationally, he had played in some of the most important clubs of the world as, for example, "Center Fly" - New York, Pacha - Ibiza and in the "Club Mad" - Switzerland, as well as in the main festivals and clubs in Portugal.
Associate of the invicto mythical club Sound Planet, Peter G became resident dj , obtaining, achieving during years, to show all of his inventive genius and giving to the public of the dance scene a space where they could not only see the most acclaimed dj's of the planet, and where the national dj's could play whatever they fell like without any barrier or regulation, but also a place where the public had the certainty that they would only hear what dance music has of new, once that this club was the only one, in Porto, that subsisted only of dance music.
In search of new projectos and chances, he join the Heart & Soul in 2005, pioneer portuguese agency of dance music and events producer whose names and reputation are of international recognition.
Entering in a new phase of his career, Peter G creates «Mikado Soul» project, that in partnership with Manu Idhra, element of the Sloppy Joe band and considered, in electronic music scene, the most talented portuguese percussion player, bets in the production and invites all the all dance music lovers to attend to his live-acts full of energy, groove and geniality.

+ heart & soul

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